7 coisas normais no Brasil que me chocaram em Portugal
Morar em outro país é muito mais do que aprender uma nova língua ou descobrir lugares bonitos.
É também perceber que coisas que sempre considerei absolutamente normais podem ser completamente diferentes em outro lugar.
Por isso desde que me mudei para Portugal, comecei a reparar em pequenos detalhes do dia a dia que, para mim, foram verdadeiros choques culturais.
E foi justamente dessa experiência que nasceu o meu vídeo:
“7 coisas normais no Brasil que chocam uma brasileira em Portugal”.
Mas antes de começar, quero deixar uma coisa muito clara:
Este artigo, assim como o vídeo, é baseado principalmente na minha experiência pessoal.
Mas não significa que todos os brasileiros pensem como eu ou que todos os portugueses tenham os mesmos hábitos.
Porque Portugal é um país diverso…
E assim como o Brasil, e existem diferenças entre regiões, idades, cidades e estilos de vida.
1. O cigarro ainda está muito presente no dia a dia

FONTE: (SITE DO CANVA)
Uma das primeiras coisas que percebi foi a presença do cigarro.
No Brasil, principalmente entre pessoas mais jovens, eu tinha a impressão de que fumar cigarro tradicional havia perdido bastante espaço..
E que o vape aparecia com mais frequência entre alguns jovens.
Mas mesmo assim os fumantes diminuíram bastante durante os anos.
E em Portugal, a minha percepção foi diferente.
Porque muitas vezes vejo pessoas fumando em esplanadas, perto de restaurantes, entradas de estabelecimentos e outros espaços ao ar livre.
E para mim, que vim do Brasil, isso chamou bastante atenção.
Mas curiosamente, os números mostram que Portugal não está entre os países europeus com maior prevalência de fumadores.
E dados europeus apontam que, em 2023, cerca de 21% da população portuguesa com 15 anos ou mais se declarava fumadora, abaixo da média da União Europeia, que era de 24%.
Ou seja: a minha sensação de encontrar muitos fumadores não significa que Portugal seja um dos países que mais fuma na Europa.
Mas é simplesmente uma diferença que percebi na minha rotina
2. O atendimento ao cliente pode ser muito diferente

FONTE: (SITE DO CANVA)
E outra coisa que me surpreendeu bastante foi o atendimento.
Porque no Brasil, principalmente nas grandes cidades onde vivi, estou acostumada com um atendimento mais rápido.
E os vendedores tentando ajudar e uma preocupação maior em agradar o cliente.
Mas é claro que isso varia muito de cidade para cidade e de estabelecimento para estabelecimento.
Porém em Portugal, algumas experiências me pareceram mais lentas e menos orientadas para o cliente.
E uma situação que ficou marcada para mim aconteceu quando a minha filha entrou em uma loja para perguntar o preço de um produto que não tinha etiqueta.
Mas a resposta que ela recebeu não foi nada simpática e acabou deixando-a constrangida.
E a funcionária posteriormente pediu desculpas e informou o preço…
mas a experiência foi suficiente para que decidíssemos não voltar àquele estabelecimento.
E talvez essa seja uma das diferenças culturais mais interessantes:
no Brasil, muitas vezes esperamos que o cliente seja tratado quase como “rei”.
E em Portugal, percebi uma relação mais direta e, em alguns casos, menos preocupada em criar uma experiência de atendimento.
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3. A água e a falta de bebedouros públicos
E outra diferença que senti bastante foi a questão dos bebedouros.
Porque no Brasil, principalmente nos lugares onde eu vivia, era relativamente comum encontrar bebedouros em academias, centros comerciais, consultórios e outros estabelecimentos.
E eu podia sair de casa com uma garrafa vazia e simplesmente enchê-la ao longo do dia.
Mas em Portugal, isso não fazia parte da minha rotina da mesma maneira.
E também precisei me adaptar à água da torneira.
Porque em muitos locais de Portugal, a água da rede pública é própria para consumo.
Mas as características como o sabor e a dureza podem variar conforme a região.
A ERSAR, entidade reguladora dos serviços de água em Portugal acompanha a qualidade dos serviços de abastecimento de água e a qualidade da água destinada ao consumo humano.
Mas no meu caso, uma das coisas que mais me incomodou foi o calcário.
Percebi a presença dele principalmente nos equipamentos, torneiras e no próprio chuveiro.
Por isso, comecei a utilizar filtros e a prestar muito mais atenção à manutenção deles.
Mas isso não significa que a água portuguesa seja “suja” ou imprópria para consumo.
É só uma questão de características da água e, principalmente, da minha adaptação a uma realidade diferente daquela que eu conhecia no Brasil.
4. Onde está o tanque para lavar as coisas?
Essa talvez tenha sido uma das diferenças domésticas que mais me deixou confusa.
No Brasil, o tanque faz parte da rotina de muitas casas.
Eu sempre tive um lugar específico para lavar ténis, panos de chão, objetos muito sujos e tudo aquilo que eu não queria colocar diretamente na máquina de lavar.
Quando comecei a procurar casa em Portugal, percebi que o tanque não aparecia da mesma maneira nos imóveis que visitei.
E aí veio a pergunta: onde é que os portugueses lavam essas coisas?
Dependendo da casa e da pessoa, podem existir diferentes soluções: banheira, lavatório, bidé, lava-loiça ou até a própria máquina de lavar.
Para mim, isso foi um verdadeiro choque cultural porque sempre separei mentalmente a limpeza da casa da lavagem de roupas.
A ideia de lavar determinados objetos em locais que considero ligados à higiene pessoal ou à preparação de alimentos simplesmente não fazia parte da minha lógica.
É aquele tipo de coisa que parece pequena até você precisar fazer pela primeira vez.
5. Rodo e pano de chão não são tão comuns como eu imaginava
Outra coisa que senti falta foi do famoso conjunto brasileiro de rodo + pano de chão.
Eu cresci utilizando esse método e gosto muito da praticidade de passar o pano no chão depois de aspirar a casa.
Em Portugal, encontrei muito mais facilmente esfregonas e mops.
Eles fazem parte de uma rotina de limpeza completamente normal por aqui, mas eu precisei me adaptar.
Inclusive, uma das coisas que percebi depois de morar fora é como os hábitos de limpeza podem ser culturais.
Não existe necessariamente uma única maneira “certa” de limpar uma casa.
Existem métodos que aprendemos dentro da nossa família e que acabamos considerando universais.
Quando mudamos de país, descobrimos que aquilo que parecia óbvio era apenas o nosso jeito de fazer as coisas.
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6. A frequência dos banhos também pode ser uma diferença cultural

FONTE: (SITE DO CANVA)
Esse é um assunto que costuma gerar bastante discussão quando brasileiros e europeus conversam: a frequência dos banhos.
No Brasil, tomar banho diariamente é algo extremamente incorporado à rotina.
Dependendo do clima e da região, algumas pessoas tomam mais de um banho por dia.
No verão e em regiões muito quentes, isso pode acontecer várias vezes.
Eu mesma cresci com essa cultura.
Depois que comecei a viver na Europa, percebi que os hábitos de higiene e banho podem ser diferentes entre países e pessoas.
Também notei diferenças em ambientes como academias, embora seja importante não generalizar porque existem muitas variáveis:
clima, atividade física, alimentação, nacionalidade e até o uso de desodorante e perfume.
Para mim, porém, essa diferença cultural foi perceptível e acabou entrando na lista das coisas que mais me chamaram atenção.
7. Por que a tomada fica fora da casa de banho?
E chegamos a uma diferença que inicialmente achei muito estranha: as tomadas na casa de banho.
No Brasil, eu estava acostumada a encontrar tomadas dentro do banheiro, inclusive perto do espelho, para utilizar secador, máquina de cabelo e outros aparelhos.
Em Portugal, a disposição das instalações elétricas em casas de banho é condicionada por regras de segurança relacionadas à proximidade entre eletricidade e água.
No início, eu achava muito estranho ter que ligar determinados aparelhos fora da casa de banho.
Depois, comecei a entender a lógica: água e eletricidade são uma combinação que exige cuidados especiais.
O curioso é que muitas coisas que inicialmente parecem “estranhas” começam a fazer sentido depois que entendemos a razão por trás delas.
Afinal, Brasil ou Portugal é melhor?
Depois de todas essas experiências, uma das coisas mais importantes que aprendi é que não existe necessariamente um jeito certo e um jeito errado de fazer as coisas.
Existe o jeito que aprendemos.
No Brasil, eu tinha hábitos que nunca questionei porque sempre fizeram parte da minha vida.
Depois de me mudar para Portugal, comecei a enxergar esses mesmos hábitos de outra maneira.
O tanque, o rodo, os banhos, os bebedouros, o atendimento, a água, o cigarro e até uma simples tomada na casa de banho passaram a ser assuntos que me fizeram perceber como a cultura está presente nos detalhes mais pequenos da nossa rotina.
E talvez essa seja uma das partes mais interessantes de morar fora:
você começa a descobrir não apenas o país para onde se mudou, mas também o seu próprio país de uma maneira completamente diferente.
Eu continuo aprendendo, me adaptando e, principalmente, entendendo que aquilo que para mim é absolutamente normal pode parecer muito estranho para outra pessoa.
Quer ver como foi essa experiência na prática?
Eu contei tudo isso com muito mais detalhes no meu vídeo do Bora Tô Indo, inclusive as situações que vivi pessoalmente desde que comecei a morar em Portugal.
Se você está pensando em morar em Portugal, já vive aqui ou simplesmente gosta de descobrir as diferenças culturais entre Brasil e Europa:
Aassista ao vídeo “7 coisas normais no Brasil que chocam uma brasileira em Portugal” e me conte nos comentários: qual dessas diferenças mais te surpreendeu?
E se você é português, também quero saber: tem alguma coisa que nós, brasileiros, fazemos que para vocês parece completamente diferente?
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